segunda-feira, dezembro 18, 2006

Árvores em Portugal

A floresta portuguesa é característica de um clima mediterrânico e, em tempos idos, a floresta era constituída, em larga escala, por espécies como o carvalho-alvarinho, Quercus robur, o castanheiro, Castanea sativa, a azinheira, Quercus ilex rotundifolia, o sobreiro, Quercus suber, o medronheiro, Arbustus unedo e a oliveira, Olea europaea sativa. Dessas áreas restam manchas florestais, e das espécies, apenas pequenas zonas ou núcleos. Da zona vegetal primitiva portuguesa resta a Mata do Solitário, na Arrábida. Em todo o país, ao longo dos tempos a floresta foi degenerando em matagal (maquis) ou charneca (garrigue), ou então sendo substituída pelo pinheiro bravo, Pinus pinaster (30% da floresta) ou pelo eucalipto branco, Eucalyptus globulus (20% da floresta), que foram propagados em larga escala nos inícios do século XX.

Quanto à distribuição geográfica, os carvalhos estão presentes em quase todo o território nacional: O carvalho-alvarinho (Quercus robur) no Noroeste, ao longo da faixa litoral Minho-Leiria, onde a temperatura é amena e a humidade elevada; O carvalho-negral (Quercus pyrenaica), juntamente com o castanheiro (Castanea sativa) nas Beiras ou zonas mais elevadas. O sobreiro (Quercus suber) é uma espécie dominante no litoral sul, enquanto a azinheira (Quercus ilex rotundifolia) é mais frequente no interior do país. O carvalho- português ou carvalho-cerquinho (Quercus faginea) é dominante no litoral centro, o carrasco (Quercus coccifera) aparece mais frequentemente nas serranias calcárias e o carvalho-de-Monchique ou carvalho-das-canárias (Quercus canariensis) só existe na serra de Monchique. No Algarve predomina a alfarrobeira. Quanto ao pinheiro-manso, está bastante presente na península de Setúbal. Espécies ripícolas como os salgueiros, choupos, amieiro, ulmeiro, plátano, freixo e pinheiro-bravo são encontradas a norte do Tejo, e mais invulgarmente a sul (em pequenos núcleos) ou em subzonas do interior do país. O eucalipto encontra-se em zonas próximas do pinheiro-bravo. Algumas espécies florestais estão mesmo em perigo de extinção: o teixo (Taxus baccata), o azereiro (Prunus lusitanica) e o azevinho (Ilex aquifolium).

Azinheira

Carvalho alvarinho


Carvalho-português

Alfarrobeira

Medronheiro

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Chás para alergias e asma

O Cantinho Verde vai iniciar uma secção de ervas e chás para ajudar a curar determinados problemas. Esta semana é a vez das alergias e asma.

Os seguintes chás ajudam: urtiga (estimula a circulação, possuí antihistamínicos, cura a febre dos fenos e é uma boa escolha para as alergias nasais), menta (inalar os vapores ajuda a limpar as vias respiratórias), canela (é desinfectante e possuí um químico que ajuda às alergias), alecrim (estimula a circulação, desloqueia a contracção das vias respiratórias que causam a asma e alergias), Gingko biloba (é um estimulante da circulação, possuí antihistamínicos naturais que ajudam melhoram as alergias e a asma, não usar em pessoas com risco de derrames internos, usar com moderação), reishi (reduz as alergias) e Ephedra (é muito usada na medicinal tradicional chinesa, é um estimulante poderoso, usar com bastante precaução e com conselho de especialista). Outras plantas incluem o sabugueiro, a Nepeta cataria, o tanaceto (Tanacetum parthenium), a erva-cidreira (Melissa officinalis) e a cúrcuma.

O alecrim e a Gingko biloba são também notórios estimulantes de memória e o alecrim é um antidepressivo. A ephedra aumenta a temperatura corporal, acelera o metabolismo, estimula o cérebro e é um estimulante idêntico à adrenalina (daí a precaução). Um chá de canela com mel tem possuí inúmeros efeitos benéficos http://www.advancedhealthplan.com/honeyandcinnamon.html

Rooibos

Este famoso chá sul-africano (que se pode arranjar facilmente nas lojas do Comércio Justo) da espécie Aspalanthus linearis possuí dezenas de bons efeitos para a saúde, entre os quais é um antiviral (combate inclusivé o vírus da SIDA), alergias e o stress, é um anti-inflamatório, é usado no tratamento da insónia em pessoas com Alzheimer. Possuí as vantagens de ser um saboroso chá sem cafeína e com dezenas de antioxidantes (protegem contra o envelhecimento) mas no entanto não deve ser tomado por pessoas com deficiências em ferro (inibe a absorção deste).

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Aipo, Dente-de-leão e Artemísia

Mais três plantas vulgares e com usos medicinais algo significativos. O aipo (Apium graveolens dulce) é uma erva levemente estimulante, restaurativa, usada para infecções urinárias, artrite reumatóide, condições fracas ou esgotamento cerebral. É uma planta diurética. Algumas pessoas podem ter alergias severas ao aipo mas é raro. Foi reportada ter sido usada pela primeira vez como comida na Europa por volta de 1623.

O dente-de-leão (Taraxacum officinale), uma das ervas daninhas mais abundantes apresenta valor medicinal para a hipertensão e deficiência cardíaca, como purificador do sangue, para casos de reumatismos, para problemas de digestão e obstipação (laxativo) e é excelente para todos os problemas de fígado e vesícula, sendo ainda diurético. E é incrivelmente fácil de encontrar!




A artemísia (Artemisia vulgaris), planta muito conhecida no passado (deriva o seu nome da deusa Artémis ou Diana) visto que possuí propriedades significativas a nível dos orgãos reprodutores femininos. É muito eficiente nas dores menstruais e na ausência de menstruação, sendo que no entanto é também abortivo (e é usado inclusivé para esse fim em muitas culturas se bem que desconheça a segurança e qual é o tratamento adequado). O chá é também laxativo e é estimulantes do fígado, contudo não deve ser bebido em elevadas doses nem durante mais de uma semana. A artemísia é também adequada na remoção de vermes intestinais e é usada como remédio natural para a malária. Um chá de artemísia estimula também sonhos intensos, lúcidos e proféticos segundo se diz. Cautela é aconselhável porque alguns componentes são tóxicos, causam habituação e têm efeitos psicoactivos em elevadas quantidades.