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domingo, julho 31, 2011

A nossa Permacultura na Islândia!

A Permacultura é de facto possível na Islândia, um clima polar.
Mudei-me para cá no ano passado, para a ecoaldeia Sólheimar, que está localizada no sudoeste da Islândia, com um clima mais ameno polar: verão são curtos, mas amenos, os invernos têm muita neve. Estou a crescer tanto em ambientes internos, uma conservatória virada a sul, e ao ar livre, num local exposto a sudoeste e uma localização abrigada a nordeste.



Dentro de casa cresço variedades anãs de tomate, pimentão e berinjela, uma planta de gengibre, acelga, rúcula e ervas diversas (cebolinha, tomilho, sálvia, erva-cidreira, hissopo, segurelha, orégano e manjerona).

Lá fora, cresço uma cama com cebola, cenoura e beterraba, outra com aipo, erva-doce, brócolis e chicória, outro com nabo e outros verdes, e outra cama com uma bela combinação (plantas companheiras) de acelga, beterraba e kohl rabi (abaixo).

Abaixo está a cama com beterrabas, cenouras e cebolas.


Duas zonas muito belas do jardim são as camas de flores silvestres para atrair animais selvagens, como abelhas e borboletas e proporcionar muita cor.



Na parte nordeste, mais sombria, estou a crescer algumas camas com vegetais orientais, ruibarbo e levístico (dois vegetais locais).



domingo, abril 24, 2011

Cantinho verde regressou!!! Desta vez na Islândia!

Após um ano sem cultivos, eis que voltámos a ter um espaço com terra, desta vez na Islândia, na ecoaldeia Sólheimar, onde vivemos e trabalhámos agora.


Em apenas três semanas de Abril, comecei do zero e já tenho qualquer coisa como 150 vasos a crescer flores e vegetais. Temos uma estufa em casa, uma marquise voltada a sul. E temos um pequeno espaço no exterior, em frente à casa.


Trouxe as minhas sementes para cá, e semeei oito tabuleiros com muitas coisas diferentes. A temperatura da marquise, à volta dos 22ºC, por causa do aquecimento central, é ideal.


Reutilizei muitos copos de plásticos e yogurte, para transplantar as plantas jovens de vegetais, enquanto espero que o tempo lá fora aqueça (ainda hoje nevou bastante). É prático, gratuito e amigo do ambiente!


Tenho tomates, pimentos, beringelas, courgettes, saladas orientais, alface, rúcula, espinafre, chicória, beterrabas, acelgas, bróculos, kale, couves-rábano, aipo, aipo-rábano, ervilhas, gengibre, várias misturas de flores silvestres, várias ervas aromáticas, e algumas raridades como bróculos perenes ("9 star") ou morangueiro-espinafre (chenopodium capitatum). Na fotografia (em abaixo), alguns vegetais orientais como pak choi, mizuna, tatsoi ou espinafre komatsuna, óptimos para "stir-fry".


Tenho alguns bolbos de verão, a ver se estabeleço como perenes, como anémonas, ranúnculos, dicentra, astilbe, lírios. Além disso semeei papoilas, aquilégias, campanulas, delphinum e nicantra physaloides. Estou também a ver se cresço allium ursinum, atriplex, tupinampos, scorzonera, salsify, cenouras roxas, e batatas negras. Semeei algumas destas coisas dentro de casa, num prato com papel húmido, a ver se consigo germiná-las mais rapidamente, para posteriormente transplantar, quando não houver perigo de neve.


É um verdadeira experiência de permacultura em climas polares! O tempo ainda frio e ventoso torna díficil efectuar sementeiras em Abril. Por último, desejámos melhorar a nossa auto-suficiência em vegetais, e criar nesta paisagem desolada, alguma cor e biodiversidade. A ver vamos como irá correr esta aventura verde!

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terça-feira, outubro 12, 2010

Ecoaldeias e outros projectos eco-comunitários em Portugal


Ecoaldeias, eco-comunidades, eco-quintas: que tipo de comunidades existem em Portugal?

Em Portugal, existe apenas uma ecoaldeia no sentido real do termo, Tamera (Odemira) com cerca de 100 habitantes permanentes, a grande maioria dos quais de nacionalidade estrangeira. Várias das eco-quintas e eco-comunidades abaixo indicadas são quintas biológicas, quase todas criadas por casais estrangeiros, que acolhem voluntários temporários (woofing), e alguns habitantes permamentes, formando grupos que variam entre os 2 e os 10 indivíduos (alguns dos quais portugueses). Alguns destes projectos aspiram a transformar-se em ecoaldeias como o projecto Fortuna Verde (Mondim de Bastos), a Quinta da Cabeça do Mato (Tábua) ou a Terramada (Castro Marim), . Em relação a projectos criados por jovens portugueses, o Centro de Convergência do Gaia é um exemplo de uma eco-comunidade estabelecida numa aldeia alentejana, com foco considerável na vida comunitária e ecológica. Existem provavelmente outros portugueses, mas dos quais não tenho conhecimento.

A Casa de Santa Isabel (Seia) é uma comunidade de cerca de 50 habitantes, dos quais uma parte significativa é portuguesa, focada na educação Waldorf. A vida comunitária e ecológica assume igualmente um relevo importante. Um caso diferente é Rio de Onor, uma antiga aldeia comunitária, constítuida quase só por portugueses que ali nasceram (a maioria de idade avançada) e sem um foco intencional nas práticas ecológicas, mas com partilha comunitária que descende de várias gerações. Existem depois vários grupos e associações relacionados com práticas ecológicas, que no entanto não constituem o carácter de uma comunidade intencional estabelecida, como a Associação Aldeia (Vimioso), o Colectivo Germinal (Lousã), a Colher para Semear (Leiria), a Semente de Futuro (Arouca). Estes grupos são criados e formados na sua maioria por portugueses, com números em geral entre os 10 e 30 membros. Por último, existem também espaços de carácter comunitário e com foco mais espiritual, como o Monte Mariposa (Tavira), e provavelmente outros mas dos quais não tenho ainda conhecimento.



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